sábado, 26 de maio de 2012

Festa dos povos a Porto Cervo - Sardenha

 
Festa dos povos a Porto Cervo  - Sardenha

Quando o Aly me explicou come seria estruturada a festa, à qual tínhamos sido convidados, a minha expressão espontânea foi: “Uma festa pagã”! – Ele mi estava explicando que era a 2° edição da Festa dos Povos, organizada pela Paróquia de “Stella Maris” – Porto Cervo - Sardenha. Um encontro entre vários povos de varias religiões diferentes.


-  Inicia-se com uma celebração evangélica com o pronunciamento de um representante de cada religião presente no encontro, e em seguida se come, se bebe e se dançam todos juntos. Al chegar lá, depois de meia hora de carro, partindo da Ólbia, imediatamente sentimos no ar um perfume indiscutível de carne assada na brasa, se sentia uma mistura de aromas e essências, que elevava no ar fazendo uma comunhão perfeita com o azul cinza da fumaça.

Tivemos que estacionar ao longo da estrada e ao aproximar a pé nos locais da Paróquia onde se estava preparando para o grande encontro vimos uma multidão de pessoas, as quais origens e religiões, eram claramente reconhecidas nas cores e nos modelos dos vestidos endossados por cada um.




Belíssimo!!!!!, Estupendo, fantástico. Armada de maquina fotográfica iniciei a tirar fotografias de todos e de tudo.

Surpresa na surpresa, um palco revestido com a bandeira brasileira, teria hospedado mais tarde um grande espetáculo de musica afro- brasileira, e o nosso musicista Bruno, com a sua fantástica esposa Gabriela, loira, sarda, de origem napolitana, em um repertorio que partindo das praias do Rio de Janeiro se alargava a ritmo frenético aos terreiro do Nordeste em um baião para levantar a galera do mundo, reunida naquele ângulo da Sardenha, reservado especialmente aos “vips”.

Na frente da Igreja era montada uma grande barraca com mesas e bancos enormes, prontos para acolher toda a comunidade presente, sentados na mesma mesa e a compartilhar comidas de toda parte do mundo, preparados por mãos generosas de algumas belíssimas mulheres de etnias e religiões diferentes, que unidas do entusiasmo de preparar a festa e a casa para receber os amigos e os maridos que chegariam mais tarde, se encontravam lá desde amanha.

No jardim, eram expostas varias mesas e em cada uma a bandeira do pais que hospedavam e que teria servido a sua especialidade culinária.

A celebração evangélica durou pouco menos de meia hora, algumas pessoas, representando o seu país e a sua religião fizeram um breve discurso em um grande desejo de paz universal.


No final da cerimônia, foi tudo um vai e vêm de panelas, bandejas, pratos, sorrisos, conversas em varias línguas diversas, como em uma babel, não era necessário entender o que a pessoa do lado estava falando, bastavam um sorriso para entender que tudo era maravilhosamente gostoso.



Logo depois, com a ajuda de todos, as mesas e as cadeiras deixaram espaço à musica africana que com os rumores de tambores ressonou no ar, e mulheres africanas com os seus vestidos coloridos, deram espetáculos espontâneos de danças tradicionais.



O resto ficou por conta do Bruno e da Adriana, nem mesmo a chuvinha leve que caiu, distraiu o publico das duas bailarinas brasileiras que incentivavam a galera em um ritmo de carnaval da Bahia. Enquanto todos se debatiam para chegar mais perto de Maria e Cristina com as suas formas, fantasias e sorrisos perfeitos, mi perguntava o que estavam pensando as mulheres de origem Árabe com os seus vestidos e véus que deixavam descoberto somente o rosto.


Fui embora daquela festa com a sensação de que a paz entre os povos há reinado durante àquelas horas, naquele ângulo de paraíso ao interno de um espaço cultural da paróquia de Stella Maris.



 fotos: Marileide Dorado


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